Fome ou Vontade de Comer

Fome ou Vontade de Comer

Saiba diferenciar a fome da vontade de comer

Fome ou vontade de comer, você sabe a diferença e como lidar com suas emoções em relação a alimentação. Milhões de pessoas no mundo inteiro prometem a cada ano novo perder peso, mas enquanto suas intenções são boas, na maioria das vezes seus resultados não são tanto assim. Estima-se que apenas 8% dos que fazem promessas de dieta no ano novo, de fato, conseguem mantê-las.

Mas a verdade é que só quem já tentou fazer uma dieta alguma vez na vida sabe como este caminho é cheio de pedras. Mesmo que a gente consiga perder algum peso inicialmente, ele acaba retornando logo – quando não acompanhado de alguns quilos extras.

Estudos mostram que quase 2 em cada 3 pessoas que perdem 5% do seu peso total ganham tudo de volta, e quanto mais peso você perde, menores são as suas chances de perdê-lo para sempre.

Isso ocorre porque a maioria das pessoas se concentra quase que exclusivamente sobre os aspectos físicos da perda de peso, como dieta e exercício. Mas há um componente emocional relacionado à comida que a grande maioria das pessoas simplesmente ignora, e que pode sabotar seus esforços rapidamente.

Emoção: o componente-chave para o emagrecimento

Para perder peso e manter esta conquista a longo tempo é necessário pensar sobre o que nós comemos, e entender por que estamos comendo.

Desde muito jovem, ficamos emocionalmente ligados à alimentação. Como as crianças que são muitas vezes amamentadas para parar de chorar, nós inconscientemente nos recompensamos com a comida.

A maioria das celebrações, como aniversários, Natal, Ano Novo e etc acontecem em torno da comida, e geralmente envolvem um bolo bem confeitado que deixa todo mundo com água na boca só de imaginar. Mesmo o simples cheiro de certos alimentos, como os biscoitos no forno da vovó, pode criar poderosas conexões emocionais que duram uma vida.

O poder da mente na perda de peso

O fato principal é que estamos acostumados a usar a comida não apenas para alimentação, mas também como uma forma de conforto emocional. Isso obviamente não é uma coisa ruim, necessariamente, contanto que a gente saiba reconhecer e lidar com esta ligação de forma adequada.

Como assim?

Sempre que o cérebro experimenta o prazer por qualquer motivo, ele reage da mesma maneira: gosta muito. Quer se trate de um encontro romântico ou uma refeição satisfatória, o cérebro libera um neurotransmissor conhecido como dopamina. Nós nos sentimos bem quando esse processo é ativado, mas, quando começamos a colocar os alimentos nesta equação e fazer com que eles sejam nossa recompensa, podemos acabar criando um monstro.

Dicas para ajudar você a reconhecer a conexão emocional que pode ter com os alimentos. Confira:

O objetivo é separar a fome da emoção (vontade de comer), e lutar contra este mecanismo de recompensa por alimento que desenvolvemos ao longo da vida.